PENSANDO EM MUDAR DE CARREIRA? A MANDALA DE IKIGAI PODE TE AJUDAR!

por Isadora Escorza

Está decidido a mudar de carreira? Na dúvida sobre qual caminho trilhar? Confuso, sem saber por onde por onde começar?

Eu sei que mudar de carreira não é uma decisão pequena. Exige planejamento, e às vezes, pode ser bastante assustador. Mas se você estive contemplando uma mudança de carreira, saiba que você não precisa fazer tudo de imediato, você pode se preparar aos poucos. Assim não se sente sobrecarregado enquanto caminha em direção ao seu objetivo.

O primeiro passo é o autoconhecimento, ou seja, identificar quais são suas paixões, motivações, competências, missão, vocação etc. Se você já exerce a sua atividade profissional há algum tempo, deve estar se perguntando: “Mas, afinal, o que eu SEI fazer?”. É comum que a gente não consiga enxergar nossos pontos fortes porque estamos muito próximos deles e os exercitando de forma automática, sem pensar.

Por isso mesmo, eu trago hoje uma super ferramenta que vai te auxiliar nesse processo de autoconhecimento. Ela se chama mandala de Ikigai.

Já ouviu falar? Ela aborda diversas áreas da vida profissional e pessoal.

O que é Ikigai? 

Ikigai é um conceito japonês que não tem uma tradução direta. De acordo com Ken Mogi, neurocientista japonês e autor do livro “Ikigai: Os cinco passos para encontrar seu propósito de vida e ser mais feliz”, o termo significa razão de viver, o motivo pelo qual você acorda todos os dias. 

Por que o propósito é importante no trabalho?

De acordo com estudos, quando há alinhamento do propósito e valores pessoais com o trabalho, e a oportunidade de exercer seus pontos fortes – você fica mais satisfeito e produtivo, afinal, está trabalhando de maneira autêntica. 

Como usar a mandala?

A mandala é composta por quatro círculos que se sobrepõem: o que você ama fazer, aquilo que você é bom, pelo o que você pode ser pago para fazer, e o que o mundo precisa.  Bem no centro, onde há a intersecção principal, está o próprio Ikigai – seu propósito.

Então vamos lá!

1 – Comece com o que você ama fazer e faça uma lista de todas as coisas te deixam super empolgado. Pense em atividades que você poderia passar hooooooras, sem se dar conta do tempo.

2 – Agora vá para aquilo que você é bom. Essa seção é voltada para suas habilidades, competências, pontos fortes e vocação. Ou seja, bem prático. Para te ajudar, peça feedback da sua família, amigos, colegas de trabalho etc. Pergunte a eles: no que você acha que eu sou bom? Quais são seus pontos fortes? O que você acha que eu faço bem? O que você valoriza em mim? 

3 – Na área sobre aquilo que você pode ser pago, a reflexão deve ser bem realista. Pense nas duas seções que você preencheu até agora e identifique onde você poderia trabalhar. Qual profissão você poderia exercer que esteja alinhada com as suas reflexões? Pesquise na internet o maior número de opções possíveis. Por exemplo: se eu gosto de criar conteúdo nas mídias sociais, eu posso oferecer meus serviços para pequenas empresas, posso trabalhar em um startup, posso oferecer aulas online e tutoriais, entre outros

4- E a derradeira pergunta: o que o mundo precisa? Ela é bem profunda e pode parecer um pouquinho abstrata.  Reflita sobre o impacto que você quer deixar no mundo, como você pode agregar valor social, qual sua missão? Lembrando que não há resposta certa ou errada. Por exemplo, se eu gosto de trabalhar com eventos culturais, o impacto que eu quero deixar no mundo é conectar as pessoas, oferecer momentos memoráveis e harmoniosos, apoiar a disseminação de conhecimento etc.  Aqui, você pode resgatar as possíveis trilhas que descobriu na seção anterior para validá-las e torná-las possibilidades reais.

E não se pressione!

A transição de carreira é um processo, não um destino. Permita-se fazer as coisas com calma. 
O momento em que você começa a agir e se organizar para encontrar uma carreira mais satisfatória, você também exercita seu empoderamento e autoconfiança.  

Isadora Escorza é coach humanista, especializada em autoconhecimento e autoconsciência para aqueles em fase de transição

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